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O balé das comunidades populares do Rio de Janeiro chega à Bahia

A Bahia conhecerá a Cia Dançando para não Dançar que vem popularizando a dança clássica e é composta por bailarinos de comunidades populares do Rio de Janeiro. O primeiro espetáculo será em Santo Amaro, no teatro Dona Canô, dia 27 (sábado), às 20 horas. O segundo, em Salvador, na praia do Farol da Barra, dia 28 (domingo), às 11 horas - um palco será montado especialmente para apresentação. Entradas grátis.

O grupo apresentará trechos balés clássicos Coppélia, Paquita, pas deux trois do Lago do Cisne, pas deux trois de Militons - trecho do balé O Quebra Nozes. Ainda, trechos do balé Gabriela: Ritmos Amados, criação da própria Companhia, baseada na obra do escritor baiano Jorge Amado e música do maestro Leandro Braga, composta especialmente para o balé.

A Companhia – A Cia. de dança é composta por 20 bailarinos atendidos pelo projeto homônimo que ensina balé clássico em 13 morros da cidade do Rio de Janeiro - Rocinha, Mangueira, Cantagalo, Pavão-Pavãozinho, Chapéu Mangueira, Babilônia, Macacos, Tuiti, Jacarezinho, Salgueiro, Dona Marta, Oswaldo Cruz. Atualmente são cerca de 480 crianças e jovens, de 7 a 19 anos. O projeto está entrando no morro do Borel – aguarda a adaptação da sala -, além dos subprojetos de apoio às famílias.

“A formação da companhia nasceu da necessidade de dar aos jovens alunos a chance de continuar a formação e o desenvolvimento profissional na área da dança, bem como criar mecanismos para geração de renda e para formação plena de cidadania”, explica Aguilar.

Esse ano a Companhia ganhou status profissional ao ser convidada do Programa Petrobras Cultural e iniciar a primeira turnê nacional, com o patrocínio.

Os espetáculos fazem parte da primeira turnê nacional da Companhia iniciada por Brasília, dias 7 e 8 de julho, no Teatro Nacional. Serão ao todo mais 14
espetáculos em diferentes cidades, incluindo Santo Amaro e Salvador.

Antes mesmo da profissionalização, o grupo vem, desde 2004, se apresentando em espetáculos promovidos pelo projeto ou a convite de entidades, instituições governamentais e não governamentais em locais públicos. Só no ano de 2006, participou 20 espetáculos, a maioria para um grande público. Assistiram aos espetáculos em 2006 mais de 11 mil pessoas.

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A Cia Dançando para não dançar foi prestigiada com a presença de Dona Canô na platéia do espetáculo realizado sábado, 27 de outubro, em Santo Amaro, no teatro que leva o seu nome. A jovem centenária, ao final da apresentação, foi homenageada pela turma. Dona Canô fez questão de conhecer cada um dos jovens bailarinos das comunidades populares do Rio de Janeiro.

Entre reverências e mais reverências à Dona Canô, o grupo foi contemplado com a benção da nobre baiana.



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