Oswaldo
Cruz reduto do samba de raiz; que remete ao consagrado compositor
Paulo Benjamin de Oliveira, o Paulo da Portela; à notória
Portela e ao carnaval carioca. Vai ser aí no berço
do samba - onde tudo começou - que a comunidade de sambistas
natos abre passagem para jovens bailarinos apresentar a companhia
de balé que nasceu nos morros cariocas: a Cia Dançando
para não dançar.
O espetáculo acontecerá no palco montado em frente
à Estação de Oswaldo Cruz, dia 24 de setembro,
às 18 horas, de graça.
No repertório, diferentes trechos de balé clássicos
e contemporâneos, como Balada de Coppélia; variação
de Paquita; Kizomba (samba - balé contemporâneo)
e Urubú Malandro (samba nas pontas das sapatilhas). Marquinhos
de Oswaldo Cruz, compositor da Portela que resgatou o Pagode do
Trem (Trem do Samba), fará a apresentação
do espetáculo.
A companhia é formada por alunos do projeto Dançando
para não dançar, patrocinado oficialmente pela Petrobras,
desde 1997, e que atua há 10 anos nas favelas do Rio, ensinando
balé clássico para cerca de 450 crianças
e adolescentes de onze comunidades (Cantagalo, Pavão-Pavãozinho,
Rocinha, Mangueira, Chapéu Mangueira, Babilônia,
Macacos, Tuíuti, Jacarezinho, Salgueiro e Dona Marta).
O evento faz parte do programa Transformando com Arte 2006 para
formação de platéia, patrocinado pelo Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
cujo objetivo é popularizar o balé clássico,
e conta com o apoio da Associação dos Moradores
do Conjunto de Oswaldo Cruz - Amococ.
Para Gilmar Peixoto, presidente da Amococ, o espetáculo
dará a oportunidade para os jovens residentes no bairro
conhecerem novas manifestações culturais. "Em
Oswaldo Cruz, além do samba, principalmente em época
do carnaval, não há atividades culturais. Não
há cinemas e teatros. Queremos trazer mais e mais cultura
e formas de expressão culturais para as crianças
e adolescentes", ressalta.
Dançando
- O "Dançando...", criado em 1995, além
das aulas de dança, inclui suporte sócio-educativo:
aulas de teoria e práticas musicais e de línguas
(espanhol e alemão). Oferece ainda assistência médica,
orto-dentário, acompanhamento com assistente social, psicólogo
e fonoaudióloga. Aulas de informática e reforço
escolar. Nos últimos anos, integrou mais de uma centena
crianças à Escola de Dança Maria Olenewa,
da Fundação do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Seis desses alunos foram encaminhados para especialização
em companhias e escolas de dança no exterior e mais quatro
para companhias nacionais. Outros são monitores dentro
do próprio projeto.
Os alvos principais do projeto são: a profissionalização
de jovens, o incentivo à participação cultural,
o combate à exclusão social, contribuindo, assim,
para a diminuição da violência e da vulnerabilidade
sócio-econômica. Utiliza o perfil lúdico do
balé clássico como instrumento de inclusão
social e de cidadania ao proporcionar acesso à formação
em uma profissão que dificilmente jovens carentes ingressariam.
Além do patrocínio oficial da Petrobras, o projeto
conta com o apoio do ministério da Cultura, por meio da
Lei Rouanet, do BNDES, da Valorização Empresa de
Café S/A, da Faperj, da Vídeo Filmes, da Lufthansa,
do Instituto Desiderata, do Theatro Municipal e do Teatro Leblon.
Também mantem convênios com a Staatliche Ballettschule
Berlin (escola de dança alemã) e com o Balé
Nacional de Cuba.
Imprensa
Tânia Aguilar - (61) 92517809 - taniaimprensa@gmail.com.br
Serviço
Dia: 24/09/2006
Hora: 18h.
Local: Rua João Vicente - em frente à Estação
de Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro
GRÁTIS |