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BALÉ NA MANGUEIRA EM HOMENAGEM ÀS MÃES
Mães de projeto social Dançando para não dançar vencem obstáculos e concluem estudos.
Elas terão formatura com direito a espetáculo de balé .

Um grupo de 20 mães de alunos do projeto Dançando Para Não Dançar participante do programa Dançando em Família, será homenageado com uma festa formatura, dia 8 de junho, às 17 horas, na Quadra da Mangueira, com direito a espetáculo de balé e coquetel. Jovens bailarinos da Cia. Dançando para não Dançar apresentarão trechos do balé Coppélia e o Chorinho Urubu Malandro, em homenagem aos formandos.

As mães receberão diplomas de conclusão do curso de alfabetização (1), ensino fundamental (3) e médio (14), além de cursos profissionalizantes de telemarketing informatizado, técnicas de telemarketing, ascensorista, camareira, auxiliar de cabeleireiro e o curso de bolo-arte (criação e preparação de bolos para festas). Duas mães que voltaram a estudar, concluíram o ensino médio e hoje estão na faculdade, graças à iniciativa, receberão, simbolicamente, um certificado de escolaridade de que estão cursando o ensino superior.

Essa é a segunda formatura com apoio do projeto, que teve início em 2004, nos morros da Mangueira e do Salgueiro, com 14 famílias e foi estendido às comunidades da Rocinha, Pavão-Pavãozinho , Cantagalo, Jacarezinho e Dona Marta e atenderá 40 famílias.

Perfil - Elas reúnem características básicas, a maioria é a chefe da família, com três filhos em média, exclusão do mercado formal, renda per capita de um salário mínimo; muitos anos fora da escola e convivência com situações de violência doméstica. Os resultados do programa são absolutamente positivos. Freqüência total nas reuniões de grupo, compromisso com os estudos, integração do grupo, parceria com a equipe.

Dançando em Família - O programa é a menina-dos-olhos do Dançando para não dançar e funciona como complementação das ações do projeto. Surgiu do olhar preocupado da coordenação aos problemas causados pela situação de vulnerabilidade social da maioria das famílias dos alunos, refletidas diariamente nas aulas. Com o patrocínio da Petrobras, patrocinador oficial do projeto, e apoio do Instituto Desiderata, fundo formado por empresários que investem em programas sociais, o programa Dançando em Família pôde estruturar suas ações, investir na formação de um corpo técnico e na execução das atividades.

Pesquisa realizada nas 11 comunidades atendidas pelo "Dançando..." detectou as famílias em maior situação de risco e de extrema carência que precisavam de apoio concentrado. Além de assistência material (com cestas básicas, medicamentos e filtros de água); assistência médica, psicológica e odontológica, com acompanhamento na conscientização sobre hábitos de higiene e nutrição; o Dançando em Família apóia a geração de renda e de emprego. Incentivou as mães a retornarem às salas de aulas e concluírem a educação fundamental e média. Em seguida, elas foram encaminhadas aos cursos de profissionalização. O programa presta, ainda, auxílio para distribuição de currículos no mercado de trabalho e indicação a emprego.

Investiu, também, na integração entre pais e filhos. Crianças e adolescentes eram os principais estimuladores do processo de aprendizagem dos pais e, dentro do possível, faziam uma espécie de reforço escolar.

Na primeira fase, várias conquistas e vitórias foram alcançadas, como a conclusão dos estudos de 13 dos 14 participantes. Dez deles no ensino fundamental e três no ensino médio, além da conclusão de diferentes cursos profissionalizantes. Foram criados o Clube de Mães e uma empresa das famílias assistidas, o Buffet Família, formado por mães que concluíram o curso de confeiteira. Mães foram contratadas como ascensoristas e serviços gerais. Os resultados proporcionaram o aumento da auto-estima dos participantes e de seus familiares.

O Dançando Para Não Dançar atua há dez anos nos morros cariocas ensinando balé clássico e abrindo perspectiva profissional para crianças e jovens. Desde 1997, a Petrobras patrocina todo o projeto. Graças a esse patrocínio, são atendidas, hoje, 450 crianças de 11 comunidades (Cantagalo, Pavão-Pavãozinho, Rocinha, Mangueira, Chapéu Mangueira, Babilônia, Morro dos Macacos, Tuiuti, Jacarezinho , Salgueiro e Dona Marta).

CRIANÇAS DE SANTA CRUZ VÃO CONHECER BALÉ CLÁSSICO

Espetáculos de balé clássico poderão ser assistidos de graça em diferentes comunidades carentes e locais públicos do Rio de Janeiro durante todo o ano de 2006. É a popularização da dança clássica por meio do projeto Dançando Para Não Dançar, que tem como patrocinador oficial a Petrobras, desde 1997, e o apoio do BNDES no programa de formação de platéia, do Transformando com Arte.

Jovens bailarinos do "Dançando..." e convidados ilustres do Theatro Municipal do Rio de Janeiro dançarão trechos dos balés Coppélia e Paquita.

O próximo espetáculo já está marcado. Será no dia 13 de maio, às 15h, em Santa Cruz, especificamente no teatro Cidade da Criança, do projeto Reperiferia. A entrada é franca. A capacidade é para 300 pessoas.

"Será uma espécie de intercâmbio entre os dois projetos. Uma oportunidade para que as crianças troquem experiências. Soube que aquelas crianças nunca haviam assistido a um espetáculo de balé. Daí, pensei em fazer esse espetáculo para elas, seus familiares e o público de Santa Cruz, em especial às mães de Santa Cruz, para comemorar o Dia das Mães", explica Thereza Aguilar, coordenadora do Dançando para não dança, ao ressaltar que o objetivo fim é popularizar a dança clássica, formar platéia e manter o desenvolvimento profissional dos jovens bailarinos do projeto.

O evento é o terceiro da série do projeto Transformando com Arte 2006 e tem o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do ministério da Cultura (Lei Rouanet) e da PETROBRAS. Ao todo, serão realizadas 12 apresentações de balé clássico, em diferentes locais públicos da cidade. O primeiro espetáculo foi realizado no dia 6 de abril, no auditório do BNDES, abrindo a temporada "Quintas Culturais". O segundo foi na Central do Brasil, no dia 13 de abril.

Dançando - O "Dançando..." atua há 10 anos nas favelas do Rio ensinando balé clássico para crianças e adolescentes. Atende a cerca de 450 crianças, de onze comunidades da cidade do Rio de Janeiro (Cantagalo, Pavão-Pavãozinho, Rocinha, Mangueira, Chapéu Mangueira, Babilônia, Macacos, Tuíuti, Jacarezinho, Salgueiro e Dona Marta). Criado em 1995, o Projeto, além das aulas de dança, inclui suporte sócio-educativo às crianças. Incentiva à participação do núcleo familiar, fundamental para o desenvolvimento de uma consciência cidadã e melhor qualidade de vida. As crianças têm aulas de teoria e práticas musicais e de línguas (espanhol e alemão). Oferece ainda assistência médica, orto-dentária, acompanhamento psicológico e fonoaudióloga, além de assistência social.

Nos últimos anos, integrou mais de uma centena crianças à Escola de Dança Maria Olenewa, do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Seis desses alunos foram encaminhados para especialização em companhias e escolas de dança no exterior e mais quatro para companhias nacionais. Outros são monitores dentro do próprio projeto.

Os alvos principais do projeto são: a profissionalização de jovens, o incentivo à participação cultural, o combate à exclusão social, contribuindo, assim, para a diminuição da violência e da vulnerabilidade sócio-econômica. Utiliza o perfil lúdico do balé clássico como instrumento de inclusão social e de cidadania ao proporcionar acesso à formação em uma profissão que dificilmente jovens carentes ingressariam.

Além da PETROBRAS, patrocinador oficial, e do apoio do ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, e do BNDES, o projeto conta com os apoios da Faperj, da Video Filmes, da Lufthansa, do Instituto Desiderata, do Theatro Municipal e do Teatro Leblon. Também mantêm convênios com a Staatliche Ballettschule Berlin (escola de dança alemã) e com o Balé Nacional de Cuba.

"O Balé tornou-se instrumento eficaz de inclusão social. Hoje o "Dançando..." está formando cidadãos conscientes do poder de transformação do meio em que vivem, revelando talentos capazes de projetar o Brasil no cenário internacional da Dança", diz Thereza Aguilar.

Reperiferia - O projeto Reperiferia foi criado a pouco mais de um ano em Santa Cruz , Zona Oeste do Rio de Janeiro, pelo diretor de teatro e documentarista Marcus Vinícius Faustini, que cresceu na região.

O foco de ação é promover práticas culturais para a juventude com a finalidade criar uma expressão estética e econômica da periferia da cidade. Promovem sessão de filmes que passaram em festivais, peças de teatro que circularam por comunidades, grupos de crianças contadoras de histórias, cineclube, grupos de mães figurinistas, blocos de música popular e outras ações de destaque.

O projeto que é patrocinado pela Prefeitura do Rio de Janeiro fica instalado dentro do teatro da Cidade das Crianças. Sua principal ação é a promoção de eventos e oficinas culturais, que já atraiu mais de 100.000 pessoas, contabilizadas no ano de 2005. Apenas no Bairro de Santa Cruz, no entorno do local onde o projeto está localizado, existem mais de 200 comunidades carentes, o que torna estes resultados expressivos.

Serviço
Balé Coppélia com o Dançando para não dançar
Dia : 13 de maio
Horário: 15:00h
Local : Teatro da Cidade das Crianças - Santa Cruz/RJ
Km 1 - Rio Santos. (Continuação da Av. Brasil, depois do SUPERMERCADO EXTRA de Santa Cruz).
Capacidade do teatro: 300 pessoas

Mais informações:
Thereza Aguilar: (21) 3826-0820; projetodancando@ig.com.br
Imprensa: Tânia Aguilar: (61) 8435.5866; tania.imprensa@gmail.com ,
Zilda Martins (21) - 81329501 - (21) 2522.7244 ou
Luiz Moraes: luizinhomoraes@OI.com.br
Vallquiria Ribeiro (21) 2535-0849/8733-1823



Registro no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente Nº 02 / 226 / 421