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DANÇANDO RECEBE DOAÇÃO DE MIL ROUPAS INFANTIS E RECOMEÇA AS ATIVIDADES EM 2006

As 450 crianças atendidas pelo projeto Dançando Para Não Dançar, patrocinado pela Petrobras desde 1999, receberão roupas doadas pela griffe Mercado Infantil, dia 04 de fevereiro, às 10h, na Mangueira, Vila Olímpica. Além da entrega da doação, a Petrobras e o "Dançando..." realizarão um espetáculo de balé clássico aberto à comunidade, que marcará o início do projeto em 2006.

A Cia Dançando Para Não Dançar apresentará Paquita. Nos papéis principais Ingrid dos Santos e Rômulo Binelo, bailarinos que iniciaram no projeto e hoje, já profissionais, estão fazendo estágio para um possível ingresso na Cia Deborah Colker.

Mercado Solidário - A ação criada há seis anos pelo Mercado Infantil transforma moda em ação de cidadania. A campanha inicia em meados de novembro até dezembro. O cliente que comprar quatro peças de qualquer valor doa uma peça do estoque anterior para uma ONG escolhida. A entrega é em janeiro ou fevereiro do ano subseqüente. Ao todo serão doadas mil peças de roupas, informa Denise Bergier, sócia da fabrica, que existe há 25 anos.

Convite

Para escolher as instituições são realizadas pesquisas locais e visitas. O tema de 2005 foi a valorização do Brasil e foram escolhidas ONGs que dão para crianças uma possibilidade de futuro, de auto-estima e de desenvolvimento de talentos. A Associação Dançando Para Não Dançar foi favorecida por proporcionar às crianças o acesso à educação, à cultura, à saúde, e, especialmente, à profissionalização, através do ensino do balé clássico.

"A fabrica Mercado Infantil sempre doava o que sobrava no estoque. Em 1998, achei que estava na hora de dar visibilidade em um grande shopping para a ação servir como exemplo de cidadania para todos. Achei que envolver os clientes e a própria equipe da loja movimentaria mais do que uma simples doação. Assim, o Mercado Solidário começou no Natal de 1999. Não achei que fosse ficar tanto tempo, mas a idéia cresceu e está cada vez maior", lembra Bergier.

Nos seis anos de campanha foram 25.000 peças de roupa, 1 tonelada de alimentos e 4.000 kits de material escolar. O objetivo maior, segundo Denise, não é a doação simplesmente, mas divulgar o trabalho da ONG em um espaço surpreendente para o cliente. "Geralmente, o cliente vai às compras e não imagina que vai conhecer um trabalho para crianças. Assim, o nosso cliente pode se tornar voluntário, quando tem desejo de participar e, com a dica, se envolve na causa; o cliente também pode ser um profissional que ajude com trabalho e tecnologia dentro da ONG; entre os clientes podem ter donos de empresas que podem patrocinar ou empresas que já conhecem a ONG, voltam a ter notícias e começam a ajudar. Além disso, a ONG ganha visibilidade e as crianças assistidas percebem que outras pessoas estão participando. É um efeito multiplicador e até os concorrentes copiam o exemplo", setencia.

As ONGs de 2005, além do "Dançando...", foram escolhidas o Instituto Rumo Certo, entidade civil sem fins lucrativos com o objetivo de desenvolver ações voltadas à inclusão de 150 crianças e adolescentes da comunidade Rocinha, utilizando atividades sociais e desportistas e a Escola de Música da Rocinha, um projeto social de caráter educacional e um espaço de convivência onde a música promove relações e alimenta a auto-estima.

Dançando - O projeto atende hoje mais de 450 crianças, de 11 comunidades (Cantagalo, Pavão-Pavãozinho, Rocinha, Mangueira, Chapéu Mangueira, Babilônia, Morro dos Macacos, Tuiuti, Jacarezinho, Salgueiro e Dona Marta). Além das aulas de balé clássico, passaram a ser ministradas aulas de prática e teoria musicais, fundamentais para o desempenho do balé. Oferece, também, suporte sócio-educativo com atendimento médico, dentário, psicológico; de assistente social, de fonoaudióloga, inclusive para os familiares diretos.

O projeto tem como alvo o combate à exclusão social, à profissionalização de jovens, o incentivo à participação cultural, à disseminação da cultura da paz e de cidadania, contribuindo, assim, para a diminuição da violência e da vulnerabilidade sócio-econômica. Utiliza o perfil lúdico do balé clássico como instrumento de inclusão social e de cidadania ao proporcionar a possibilidade de acesso à formação em uma profissão que dificilmente jovens carentes ingressariam.

O Dançando tem o patrocínio oficial da Petrobras e apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, do BNDES, da Faperj, da Video Filmes e da Lufthansa. Além de convênios mantidos com a Staatliche Ballettschule Berlin e com o Balé Nacional de Cuba.



Registro no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente Nº 02 / 226 / 421