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A
bailarina, Márcia Freire, 20, aluna do projeto Dançando
Para Não Dançar, irá para o Balé
Stagium, em São Paulo, a convite da diretora da companhia,
Marika Gidali.
Moradora
do Morro do Cantagalo, entrou no projeto com 12 anos, já
estagiou em Cuba e na Alemanha e dançou na Cia Terra Brasis,
do diretor Fernando Bicudo.
Márcia
dança domingo, Dia do Trabalhador , 1º de maio, junto
com Ronaldo Martins e Raquel Silva, bailarinos do Teatro Municipal
do Rio de Janeiro, na apresentação do balé
Paquita, na Vila Olímpica da Mangueira. A entrada é
franca.
O
evento é em homenagem às mães de alunos do
Dançando Para Não Dançar
que concluíram o ensino fundamental e o médio, além
de cursos profissionalizantes, com apoio do projeto. A festa começa
às 09:00h, com direito a café da manhã elaborado
pelas próprias mães que completaram o curso de confeitaria
e criaram uma cooperativa, o Buffet em Família .
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Dia
do Trabalho, 1º de maio, é dia de receber diploma
para um grupo de 13 mães do Dançando
Para Não Dançar. Elas concluíram
o ensino fundamental e o médio, além de cursos profissionalizantes,
com apoio do projeto. A festa começa às 09:00 h,
na Vila Olímpica da Mangueira, com direito a café
da manhã e espetáculo de balé.
Ronaldo
Martins e Raquel Silva, bailarinos do Teatro Municipal do Rio
de Janeiro, juntam-se à Cia. Dançando
Para Não Dançar na apresentação
do balé Paquita, em homenagem às mães formandas.
Um palco será montado em frente à sala do Dançando,
dentro da Vila Olímpica.
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As
mães que completaram o curso de confeitaria criaram uma
cooperativa, o Buffet em Família, que se encarregará
do café da manhã e de atender pessoalmente os convidados.
Elas completaram ainda cursos de telemarketing informatizado,
técnicas de telemarketing, ascensorista, camareira, auxiliar
de cabeleireiro e o curso de bolo-arte (criação
e preparação de bolos para festas). O café
é uma forma de integrar familiares das 11 comunidades atendidas.
A
iniciativa faz parte do projeto Dançando em Família,
que completa um ano em maio, com patrocínio da Petrobras
Distribuidora e o apoio do Instituto Desiderata. O Dançando
em Família é o braço direito do projeto Dançando
para não Dançar, que atua há dez anos nos
morros cariocas ensinando balé clássico e abrindo
perspectiva profissional para crianças e jovens.
Desde 1997, a Petrobras Distribuidora custeia todo o projeto.
Graças a esse patrocínio, são atendidas,
hoje, 450 crianças de 11 comunidades (Cantagalo, Pavão-Pavãozinho,
Rocinha, Mangueira, Chapéu Mangueira, Babilônia,
Morro dos Macacos, Tuiuti, Jacarezinho, Salgueiro e Dona Marta).
O apoio é estendido aos familiares dos alunos.
Dançando em Família - O projeto foi criado
com a perspectiva de prestar apoio às famílias mais
necessitadas dos 450 dos alunos do Dançando para não
Dançar. Pesquisa realizada pelo projeto nas comunidades
detectou, nos morros da Mangueira e do Salgueiro, as famílias
que precisavam de apoio concentrado. Foi lá que o Dançando
em Família iniciou as atividades, com 14 famílias.
O objetivo é oferecer assistência social, psicológica
e material, além de orientação para formação
profissional e geração de renda destinada às
famílias de alunos do Dançando para não Dançar
consideradas em situação de risco e de extrema carência.
Também serão atendidos cerca de 30 alunos que vivem
nessas famílias, as quais, juntas, somam cerca cem pessoas.
Os critérios para escolha das famílias foram a renda
per capita; as condições de habitação;
a incidência de doenças infecto-contagiosas, a desnutrição
e o fato de não serem assistidas por projeto social de
natureza semelhante.
Descobrindo talentos - Além da alegria de abrir
perspectiva de trabalho para membros das famílias, o Dançando
para não Dançar anunciará, durante a festa,
que mais uma aluna dará importante passo na concretização
de uma carreira profissional. Márcia Freire, 20 anos, irá
para o Balé Stagium, em São Paulo, a convite da
diretora da companhia, Marika Gidali.
A bailarina, moradora do Morro do Cantagalo, entrou no projeto
com 12 anos. Em 1996, foi inscrita em audição pública
na Escola de Dança Maria Olenowa, do Teatro Municipal.
Márcia foi aprovada. Em 1997, participou do primeiro intercâmbio
fechado pelo projeto com a Staatliche Ballettschule Berlin, de
15 dias na Alemanha. Em seguida, fez estágio no Balé
Nacional de Cuba, em 2002 (sete meses) e em 2004 (quatro meses).
Após disputadíssima audição, foi contratada
pela Ópera Brasil, companhia do renomado bailarino Fernando
Bicudo, para uma turnê com o espetáculo Terra Brasis.
Márcia torna-se, assim, a primeira bailarina profissional
formada pelo Dançando para não Dançar. Hoje,
ela dá aulas no projeto e coordena o Dançando na
Cultura, que por meio de parcerias leva jovens e seus familiares
a espetáculos de dança, peças teatrais, cinemas
e museus.
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