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Alunos
do projeto Dançando Para Não
Dançar, 10 entre meninas e meninos, deram mais
um passo em direção a novas perspectivas de vida
e profissional. Eles passaram na audição pública
da Escola de Dança Maria Olenowa, do Teatro Municipal do
Rio de Janeiro, reconhecida pelo rigor e, antes, freqüentada
exclusivamente por crianças e jovens de alto poder aquisitivo.
As crianças são moradoras dos morros da Mangueira,
Rocinha, Cantagalo e Pavão-Pavãozinho.
Esses
jovens, assim como as 450 crianças atendidas hoje pelo
projeto, tiveram a garantia de acesso ao estudo de uma profissão
tradicionalmente exercida por pessoas de classes mais abastadas
e que dificilmente teriam acesso.
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Há
dez anos, a Associação Dançando
Para Não Dançar se dedica à integração
social de crianças e adolescentes que vivem em onze favelas
da cidade do Rio de Janeiro, com apoio do principal patrocinador
Petrobrás Distribuidora. O objetivo é abrir portas
para que crianças e jovens, através da dança,
possam buscar caminhos diferentes, longe das ruas e da criminalidade
que ronda as suas comunidades, além de difundir e popularizar
a dança clássica na cidade. Além das aulas
de dança, as crianças têm aulas de teoria
e prática musicais e de língua espanhola. A associação
oferece, ainda, assistência médica, orto-dentária
e acompanhamento com psicóloga, assistente social e fonoaudióloga
às crianças e familiares.
O
encanto do balé clássico invadiu e conquistou as
comunidades participantes. Por onde o Dançando passa, cresce
o número de localidades interessadas pela implantação
de um núcleo do projeto em suas comunidades. Isso significa,
para pais e lideranças comunitárias, menos crianças
nas ruas sem perspectiva e sem rumo; reféns do tráfico
de drogas e do trabalho infantil.
"É
interessante ver que, a cada ano, aumenta a demanda de pais que
querem inscrever os filhos na seleção para o projeto.
Ver a comunidade participar dos espetáculos. No último,
montamos o balé O Quebra Nozes, no teatro João Caetano.
Nos dois dias tivemos a casa lotada e, a maioria do público,
eram moradores das comunidades que vieram nos prestigiar",
lembra a idealizadora e coordenadora do projeto, a bailarina Thereza
Aguilar, "O mais inusitado é subir a favela e escutar
música clássica vinda das janelas das casas. Isto
há dez anos era inconcebível", conta a bailarina.
O
projeto Dançando Para Não
Dançar foi criado em 1995. Com apenas seis meses
de trabalho, inscreveu 12 crianças para a audição
pública para a Escola de dança Maria Olenowa do
Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Foi a primeira vitória
do projeto. De lá para cá, o projeto já conseguiu
aprovar na escola 85 alunos e agora mais 10 ingressaram, totalizando
95 crianças e jovens. Desses 95, alguns já saíram.
Uns porque tiveram a chance de fazer especialização
no exterior. Outros porque não conseguiram se adaptar.
Outros, ainda, optaram em fazer faculdade dança (Unicidade)
ou foram contratados por companhias de dança (Terra Brasil,
dirigida por Fernando Bicudo). Mas normalmente, os jovens ingressos,
conciliam as aulas na escola do teatro, com as aulas do projeto,
mais a escola regular.
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